Sunday, May 18, 2008

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Monday, April 30, 2007

IDEIAS E FACTOS QUE FAZEM O FUTURO

Nesta página poderá acompanhar as ideias e os factos que são os germens do futuro. Porque o Homem possui faculdades mentais que lhe permitem adquirir conhecimentos sobre o passado e o presente ele consegue conceber, idealizar e aperceber-se do futuro, ainda que muitos dos seus acontecimentos fiquem sempre na sombra do imprevisível.

Governos e organizações não podem dispensar-se de informar-se sobre as megatendências, os memes, as ideias e os movimentos “tectónicos” da sociedade humana que anunciam os contornos do mundo futuro.

InfoFUTURO está nessa linha e visa tornar público as múltiplas e diversas acções humanas que estão a gerar o futuro próximo e longínquo.

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Thursday, January 18, 2007

“Mesmo se os “estudos do futuro” forem apenas uma forma de jogo, podem ser muito úteis - como o próprio jogo. Expandem a mente, para estarmos mais bem preparados para o que nos aguarda mais à frente, para não sermos apanhados desprevenidos por surpresas desagradáveis (Artur C. Clark, 1961).

INTRODUÇÃO

Os seres humanos vivem em tempos diferentes ao mesmo tempo. Milhões vivem o tempo da sociedade do conhecimento, outros o da sociedade da informação, outros o da sociedade industrial, outros ainda o das sociedades agrícolas. Tempos diferentes em ritmos diferentes geram futuros diferentes.

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Wednesday, August 23, 2006

Os melhores mercados de trabalho!

Segundo Robert B Reich, professor da Universidade de Harvard e ex-membro do governo (democrata) dos Estados Unidos, existem áreas de trabalho muito promissoras para as próximas são décadas. Elas representam já mercados em rápido crescimento nas economias desenvolvidas. São elas:

Saúde:  aconselhamento, medicação, aparelhos, tratamentos e exercícios.

Serviços de entretenimento: cinema, teatro, música, desportos, viagens e turismo.

Beleza: moda, cosméticos, produtos de beleza, ginásios, aconselhamento.

Estímulo intelectual: notícias, informações, livros, documentários.

Contacto: internet, clubes de amizade, etc.

Bem-estar familiar: serviços de apoio familiar, educação, lazer, etc.

Segurança financeira: consultoria e serviços bancários e seguros.

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Tuesday, August 8, 2006

Cultura da Nova Liderança

Da formação de um líder devem hoje constar conhecimentos cruciais sobre os diferentes tipos de mentes com os quais trabalha. As pessoas possuem sistemas de ideias, crenças e valores que podem ser profundamente diferentes de indivíduo para indivíduo mesmo que mergulhados na mesma cultura e na mesma sociedade. A diferença encontra-se naquilo que Nelson S Lima, neuropsicólogo e investigador do Instituto da Inteligência chama de “estágios distintos de desenvolvimento da consciência” os quais fazem com que uma pessoa possa estar num patamar de desenvolvimento totalmente distinto até do da sua esposa fazendo com que subtilmente (ou de forma mais vigorosa) ocorram conflitos, incompreensões e desentendimentos, muitas vezes reclamados como “tu não entendes o que eu quero dizer“, na verdade significando que “tu não entendes a minha mente e o que eu PENSO sobre aquilo que, afinal, nos separa“!

É algo mais profundo do que acontece com as vulgares “diferenças de opinião” ou “níveis de cultura e saber”. Tem a ver muito mais com a “consciência profunda” onde se alojam a visão do mundo, os sistemas particulares de valores, o nível de existência psicológica e as estruturas de ideias e formas de pensar proprias de cada sujeito.

Para ler todo o artigo consulte www.academiadofuturo.blog.com

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Saturday, August 5, 2006

Dizer não à reforma

Redistribuir o trabalho entre as faixas etárias é a sugestão de demógrafos europeus para solucionar os problemas decorrentes do envelhecimento da população. Eles defendem que, quanto mais velho for o indivíduo, maior deveria ser sua carga horária de trabalho, porque não faria sentido trabalhar mais tempo durante o período da vida em que é preciso cuidar dos filhos. Esta pode ser ainda uma das causas da baixa taxa de natalidade dos países desenvolvidos, segundo os autores do artigo que apresenta a proposta, publicado na revista Science.

Acções governamentais deveriam encorajar os idosos a trabalhar uma quantidade maior de horas durante mais tempo, além de estimular a criação de empregos de meio-período para os mais jovens”, explica James Vaupel, pesquisador do Instituto Max Planck para Pesquisa Demográfica (Alemanha) e um dos autores do artigo, em entrevista à CH On-line. Ele acredita que, em teoria, o padrão económico não cairia com a redução do tempo trabalhado no início da idade adulta. “Embora os jovens trabalhem menos, não haverá redução de renda. Os impostos diminuirão, porque a necessidade de transferir recursos financeiros dos ativos para os inativos será menor”, ressalta.

A grande quantidade de idosos desestabiliza as contas públicas, pois cada vez menos pessoas trabalham para sustentar um número crescente de aposentadorias, o que torna o sistema previdenciário quase inviável e provoca a redução dos investimentos em educação e saúde, por exemplo.

Os autores do artigo estudaram mais cuidadosamente o caso alemão. Nesse país, havia cinco trabalhadores inactivos para cada quatro activos em 2005, e a projeção é que em 2025 a proporção seja de três para dois. Além disso, atualmente os empregados trabalham cerca de dezesseis horas por semana; em 2025, estima-se que esse valor será 8% menor. A inclusão dos idosos poderia aumentar essa média para cerca de 25 horas.

O fantasma do colapso do sistema previdenciário ameaça, além da Alemanha, quase todos os países da Europa, onde as aposentadorias antecipadas têm sido incentivadas. A partir dos 60 anos, é mais vantajoso financeiramente se aposentar do que continuar trabalhando. Na Bélgica, por exemplo, mais da metade da população masculina com mais de 59 anos estava fora do mercado de trabalho em 2000. É esse erro que todos os modelos teóricos sobre o assunto procuram corrigir.

A idéia básica dessas alternativas é estimular o cidadão a trabalhar por mais tempo”, salienta o economista Bernardo Lanza, pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG). Ele avalia com cautela a proposta dos demógrafos alemães. “Ainda não podemos dizer que a redistribuição do trabalho entre as diferentes faixas etárias será eficiente, porque não houve nenhum estudo empírico”, pondera.

Informação obtida em Ciência Hoje

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Monday, May 8, 2006

Como aprender com o futuro


 

Texto de Leila Navarro (Brasil)*

Sempre vi a maioria das empresas e das pessoas adoptando posturas imediatistas, muito voltadas ao presente. Comecei a perguntar se as pessoas pensam e planeiam algo para o futuro e qual é a atenção dispensada ao que está por vir. E sabe o que foi que eu ouvi? Respostas como estas: “Primeiro temos que pensar nas prioridades!”, “Depois a gente vê, ainda há tempo“, etc.

Engraçado, como se o futuro não fosse uma prioridade ou não chegasse nunca! Não, não mesmo! Quando se trata do sucesso da sua carreira ou do seu negócio, não há depois! O depois já é tarde. É incrível como muitos insistem em não ver que o futuro já começou e que somos nós que o fazemos. Será que você também pensa e age assim? Você consegue identificar se é uma pessoa apegada ao passado ou ao presente?

Se você se encaixa neste perfil, sinto muito. Mas, você ainda não entendeu o que anda nos acontecendo. Você ainda não percebeu que não dá mais para aprender com experiências do passado, pois estas são obsoletas e ocupam o espaço para novos conhecimentos.

Para começar a mudar essa postura, costumo sempre tocar na questão do talento. Sim, porque todos nós temos talento. Mas, primeiro é preciso identificá-lo, para depois investir nele e se tornar seu próprio empresário. Isso mesmo, você empresário do seu talento. Afinal, é através do diferencial que cada um possui, que acções se concretizam, oportunidades surgem e a carreira e os negócios deslancham. E o futuro? Bem, ele pode estar assegurado se com o seu talento você souber aonde quer chegar e conseguir partir para a acção sem demora.

Costumo dizer que nada é por acaso…passei um tempo em férias sabáticas na Europa. Eu buscava material sobre o futuro, principalmente depois de perceber que o velho continente está cheio de pessoas inovadoras, que fazem projecções e se planeiam para o que virá. Foi então que numa livraria em Londres, um livro caiu em cima da minha cabeça, literalmente. O livro era “10 lessons from the future (10 lições do futuro)”, de Wolfgang Grulke. Exactamente aquilo que eu buscava, algo que falasse mais de como podemos aprender com o futuro.

Você deve estar se perguntando como é possível aprender com algo que ainda não aconteceu, não é? Eu sei, os novos conceitos podem chocar e trazer muita insegurança. Às vezes ficamos até mesmo atordoados, mas é um caminho sem volta. Se em breve poderemos clonar gente, porque é que daqui a algumas décadas não será possível criarmos máquinas que não precisem mais dos seres humanos? As mudanças são inevitáveis em todos os âmbitos. E temos que estar preparados para elas.

Quebrar os paradigmas, reaprender, rever conceitos que adotamos e inseri-los no momento actual é realmente difícil. Posso dar um exemplo de como até as coisas mais singelas e remotas do nosso passado, passaram por uma evolução. Você se lembra das fábulas, das historinhas infantis? Pois é. Não são mais as mesmas. Final feliz não existe mais. Digo isto porque vivemos etapas felizes que se encerram para que outras etapas comecem, afinal, tudo na vida tem seu ciclo.

Até as músicas que aprendemos, como o “Atirei o pau no gato”, também estão reformuladas. Actualmente são ensinadas de uma maneira política e ecologicamente correcta às novas gerações. Pare para pensar. Você acha que há algum sentido em ensinar uma criança a maltratar animais desde pequenininha?

Pensando bem, visualizo que daqui a pouco tempo veremos nos jornais, anúncios com a seguinte manchete: “Procura-se executivo paranormal“. Isso mesmo, acredito que os profissionais terão que ser paranormais, ou quem sabe, meio médiuns. Por quê? É possível constatarmos, diariamente, que é preciso antever os problemas e as soluções, e tomar decisões cada vez mais baseadas no instinto, no feeling. Sem falar na inteligência. Ela está se ampliando, já se descobriu que o cérebro é plástico, que você precisa aprender a utilizar todo o seu potencial, usando os dois lados do cérebro, além do corpo caloso.

Na última década muito se falou sobre a inteligência emocional. Depois dela abordaram as inteligências múltiplas. Eu acredito na inteligência plena, que é a inteligência de cada célula do seu corpo. Se no futuro os bio-robôs poderão ter acesso a todo o conhecimento do mundo, nós já nascemos com tudo isso em nosso DNA. Estamos em evolução contínua, já se constatou que o QI (Quociente de Inteligência), aumentou ao longo dos anos, passando de 100 para 112.

Esse é o futuro que temos que fazer, cheio de consciência e sinergia com o planeta. São paradigmas, conceitos e posturas com os quais crescemos e que devem ser mudados. As inovações tecnológicas reflectem directamente no comportamento de todos, das pessoas, das empresas, até no das nações. Temos aí um novo estilo de vida e de trabalho. O conceito de emprego está se transformando. E nós temos que nos transformar também. Não temos como escapar do futuro, mas podemos nos preparar para ele e fazê-lo ser muito bom.

Hoje, as habilidades procuradas nos profissionais são outras. Não posso deixar de mencionar novamente o que citei acima: a procura por profissionais paranormais, porque serão profissionais com garantia de êxito, que conseguirão ler pensamentos e se antecipar aos problemas. Agora você tem que, antes de tudo, ter características de empreendedor, ou seja, ter iniciativa, ser inteligente, articulado, ler muito, desempenhar várias tarefas ao mesmo tempo, ser disciplinado, ter boa formação cultural, saber trabalhar em equipe, ter rapidez na correção de erros e rapidez na criação de soluções para eles, falar inglês, estar sempre conectado com tudo e com todos que estão por perto, e ter um mínimo de conhecimento em informática.

Como diz Bill Gates “adoptar o modo de trabalho da web não é opção, é necessidade“. Sem dúvida, a gestão da inteligência e do talento, está em compartilhar conhecimentos e informações. Empresas e colaboradores devem estar sempre abertos a aprender, administrando os recursos intelectuais e dando prioridade a ferramentas que possibilitem essas acções. E a informática tem um papel fundamental nisso.

Acredite que você é único, inovador e empreendedor. Assuma essa postura desde já. Faça a sua parte, acredite em si mesmo, no seu potencial criativo e no que só você pode oferecer de diferente no que faz. Você pode ser um talento do futuro e ainda não sabe!

* Leila Navarro é colunista do Empregos.com.br, conferencista internacional e autora dos livros “Talento para ser feliz” e “Obrigado, equipe”

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Friday, March 3, 2006

TRABALHO

                                                                                                                                                                                                          

   AS NOVAS PROFISSÕES DO FUTURO
 
 

 

 

 

Já todos ouvimos dizer, algures, que muitas profissões actuais irão desaparecer dos mercados de trabalho ou sofrer alterações profundas. Todavia, os jovens continuam a ser canalizados para profissões tradicionais onde os ensinamentos abordam temáticas que já não têm cabimento na sociedade da informação. Por outro lado, os empregos do futuro exigirão não apenas competências novas como capacidades até agora pouco reconhecidas como a flexibilidade, a criatividade e o auto-didactismo.

O presente texto tem como fonte um estudo publicado pela @aprender. Trata-se de uma síntese das principais conclusões.

O professor de economia da USP e da Mackenzie, Dr. Roberto Macedo, utilizou uma metáfora para descrever a realidade profissional: “no mundo do trabalho navegamos, como um surfista, com a nossa competência como tal, mais a prancha, diploma ou profissão que escolhemos. Não temos, contudo, controle sobre as ondas de oportunidades que surgirão, nem mesmo se elas virão na praia profissional escolhida. Especular sobre as profissões do futuro é como teorizar sobre as ondas que virão. O correcto é estar preparado para enfrentá-las, independentemente de suas características“.

Paradoxo
O mais dramático paradoxo dessa época em que as taxas de desemprego aumentam em todo o mundo, é que as empresas apresentam, cada vez mais, uma carência crônica de mão-de-obra especializada. Vagas ociosas em diversas áreas por falta de pessoas capacitadas para ocupá-las e, o que é pior, as instituições de ensino não estão capacitadas para formar profissionais com o perfil necessário para preencher estas vagas.

Para o professor Gilson Schwartz, autor do livro “As Profissões do Futuro“, “há nas empresas uma procura por trabalhadores que as escolas estão sendo incapazes de oferecer“.

O Mundo das Profissões

Entretenimento
Essa é a palavra de ordem no mundo do futuro. Nove em cada 10 especialistas admitem que o entretenimento permeará a maior parte das actividades humanas. Da educação ao marketing, passando pela prestação de serviços e pelos ambientes de trabalho, para chegar finalmente ao turismo, seu carro chefe, o entretenimento estará presente no modo de se fazer as coisas em boa parte das profissões e do dia-a-dia do planeta nas próximas décadas.

Autenticidade
Ainda na concepção do entretenimento como peça central da sociedade contemporânea, haverá uma profunda reestruturação da concepção e do modus operandi do entretenimento. Aos poucos, o predomínio do cinema e da televisão perderá espaço para as actividades de diversão estruturada, como parques temáticos, acampamentos, desportos coletivos, entre outros. São actividades de “emoções programadas”, onde a pessoa paga para sentir determinado tipo de emoção, com total segurança e previsibilidade. Passado mais algum tempo, as pessoas se cansarão de tanto artificialismo e irão em busca de emoções mais autênticas. Experiências reais, de contacto com pessoas “reais”, com desfechos nada previsíveis, mas com riscos relativamente baixos.

Experiências

No campo das experiências “reais” é onde residem as maiores oportunidades profissionais do século XXI. Eis o grande desafio para a nossa criatividade. As emoções provocadas pelos filmes de Hollywood não serão mais suficientes. Elas agora precisam ser vivenciadas, experimentadas por todos os órgãos dos sentidos, não mais apenas pela visão.

A Era do Utilitarismo
Até mesmo a França, que se orgulhava outrora de ser a “mãe das letras e das artes“, agora só pensa em eficiência, performance e utilidade. Para a professora emérita da FFLCH da USP - Leyla Perrone-Moisés, desde a Idade Média até meados do século 20, os estudos humanísticos, sobretudo nas suas vertentes filosóficas e literárias, ocuparam um lugar de honra nas universidades. “Os extraordinários avanços científicos e tecnológicos do século passado, recebidos não apenas como valiosos, mas também como prioritários, relegaram os estudos humanísticos a um lugar secundário. A globalização económica e a consequente submissão de todos os países à lógica do mercado tendem agora a desferir o golpe definitivo contra esse tipo de estudo“.

Cursos Tradicionais

Seja por questões culturais, por falta de conhecimento, por tradicionalismo ou por status, os cursos mais concorridos nas universidades não são os de melhores perspectivas profissionais, mas sim os mais tradicionais. Segundo o vice-reitor da Unesp, Profº Dr. Paulo Cezar Razuk, os “cursos mais concorridos são aqueles ligados as profissões mais tradicionais que, por sinal, algumas delas, a médio prazo, estarão fadadas ao desaparecimento“.

Escolha da Carreira
Por imaturidade, desconhecimento, inexperiência e falta de apoio, os jovens têm sérias dificuldades na escolha da sua carreira. A influência da família e de amigos, aliada a falta de informações são os factores que mais pesam na tomada de decisão por parte dos jovens. Na dúvida, cheio de insegurança, mais de 70% dos jovens optam pelas carreiras tradicionais, já totalmente saturadas no mercado, como medicina, direito, engenharia, odontologia e outras mais. Caberia à escola o papel orientador, mas essa prefere presenciar inerte seus alunos lutando desesperadamente pela aprovação em um curso “tradicional”, para amanhã estarem desempregados ou subempregados.

Diminuição da Importância do Diploma Universitário
Dois factores serão os principais responsáveis pela perda de valor do diploma universitário enquanto instrumento de ascensão social e profissional: a conscientização da necessidade de educação permanente e as novas exigências do mercado de trabalho, como por exemplo: capacidade de aprendizado, assertividade, criatividade, adaptabilidade, flexibilidade e autodidatismo, que são habilidades de difícil mensuração, que não podem ser atestadas através de um diploma.

Sectores de maior probabilidade de crescimento

  • Informática
  • Saúde
  • Meio Ambiente
  • Turismo, lazer e entretenimento
  • Biotecnologia
  • Administração
  • Tecnologia da Informação
  • Terceiro Sector
  • Educação

Profissões do Futuro

  • Administradores de Comunidades Virtuais
  • Engenheiros de Rede
  • Gestor de Segurança na Internet
  • Coordenadores de Projectos
  • Consultor de Carreiras
  • Coordenadores de Actividades de Lazer e Entretenimento
  • Designer e Programador de Jogos
  • Gestor de Patrocínios
  • Gestor de Empresas do Terciário
  • Especialista na preservação do Meio Ambiente
  • Engenharia Genética
  • Gerentes de Terciarização
  • Gestor de Relações com o Cliente
  • Especialista em Ensino a Distância (EAD)
  • Tecnólogo em Criogenia (congelamento de órgãos).

Áreas com possibilidade de crescimento

  • Turismo
  • Hotelaria
  • Sistema de Informações (Informática)
  • Comunicação Social
  • Moda
  • Administração
  • Gastronomia
  • Logística
  • Marketing
  • Telecomunicações
  • Comércio Exterior e Relações Internacionais

Realidade Americana
O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA publicou recentemente um estudo de previsão das áreas de emprego que terão o maior crescimento nos próximos 10 anos. Informática está em primeiro lugar, e Saúde em segundo. Espera-se que o número de pessoas empregadas nas indústrias de computação dos EUA cresça de 1,2 milhão para 2,5 milhões nesse período, e o das pessoas empregadas na área de saúde, de 1,17 milhão para 1,97 milhão. Entre os dez cargos que crescerão mais rapidamente, nove serão gerados por esses dois sectores: administradores de bases de dados e redes, engenheiros de computação, analistas de sistemas, assistentes de fisioterapia, assistentes de atenção doméstica (home care), assistentes médicos, fisioterapeutas e assistentes de terapia ocupacional. Os médicos não estão entre as carreiras que crescerão significativamente.

Carreiras Inesperadas 1
A revista francesa Techniques Magazine, publicou uma lista de 28 carreiras poucos comuns que, segundo ela, serão destaque nos últimos 10 a 25 anos. Entre elas se destacam Arqueólogo Submarino, Consultor de Lazer, Gerente de Centro de Informações, Técnico de Bateria de Células Combustíveis Automotivas, Técnico em Correio Electrónico, Técnico de Medicina Biónica e Terapeuta de Horticultura.

Carreiras Inesperadas 2
A revista americana Time publicou recentemente um caderno em que apresenta, de forma bem humorada, suas previsões para as profissões do século XXI. Entre as previsões da Time estão:

(a) Engenheiro de Tecidos Celulares - que actuarão no fabrico de órgãos humanos artificiais;

(b) Programador de Genes - que trabalharão com o mapeamento e alterações no código genético dos seres vivos para evitar e combater doenças e desenvolver medicamentos;

(c) Farmoagricultor - juntando as habilidades agrícolas com as farmacêuticas, esse profissional vai produzir grãos geneticamente modificados com a ajuda da engenharia genética.

(d) Organizadores de dados - profissional com a habilidade de organizar o turbilhão de informações que todos os dias é produzido por institutos de pesquisas, ONGs, governos, imprensa, universidades, e seleccionar as informações necessárias, sintetizá-las e contextualizá-las.

(e) Actores e escritores virtuais - para actuarem em filmes e fotonovelas veiculados apenas na Internet.

(f) Engenheiros do conhecimento - profissionais capazes de criar inteligência artificial ou traduzir o expertise de especialistas e reproduzi-lo em softwares.

Diminuição da Duração dos Cursos no Ensino Superior
Acredita-se que em futuro próximo os cursos de graduação terão de um a três anos, no máximo, de forma que o indivíduo inicie seu processo profissional o quanto antes, mantendo a vida estudantil concomitantemente a vida profissional. Actualmente, mais da metade das pessoas que se formam no Ensino Superior dos EUA fizeram cursos de duração inferior a três anos.

Cursos Sequenciais
Apesar das significativas possibilidades de crescimento dos cursos seqüenciais no Brasil, há uma grande preocupação com o mercado de trabalho para os egressos dessa modalidade de curso. Os que forem em áreas específicas, que não concorrem com a graduação, terão grandes chances de sucesso. Os que forem apenas uma “graduação” reduzida para dois anos, devem fracassar por não oferecer ao egresso condições adequadas para concorrer no mercado de trabalho.

Mercado de Trabalho
O encolhimento e o desaparecimento de diversos mercados de trabalho é um movimento que já vem sendo acompanhado há mais de duas décadas. Só agora, no entanto, ele se configura como irreversível. Não há governo ou sindicato que possa alterar esse quadro. Absolutamente nada poderá deter a marcha da imprevisibilidade. Profissões desaparecerão, mas novas oportunidades surgirão. O que as pessoas precisam entender é que as coisas não serão mais como eram antes. Uma carreira não tem como ser planeada para toda a vida. Já está longe o tempo em que passar no concurso de um banco era garantia de segurança “eterna”.

Para o Doutor em economia e articulista do jornal A Folha de São Paulo, Gilson Schwartz, o mercado de trabalho, no sentido convencional da expressão, sumiu. Para ele, esse “desaparecimento” do mercado pode ter sete diferentes significados:

  • Encolhimento do mercado, existindo menor oferta de empregos devido a retração da economia.
  • Desaparecimento do mercado através da substituição de certas profissões por máquinas e computadores, ou ainda, pela eliminação do processo de intermediação. Por exemplo, já é previsto o fim dos agentes de viagens devido a gradativa eliminação da intermediação na compra de passagens.
  • Flexibilização do mercado com as mudanças das leis trabalhistas e o aumento do trabalho realizado de forma “alternativa” ao convencional (CLT).
  • Virtualização do mercado com a transferência de diversos serviços para dentro da Internet, como por exemplo, os serviços bancários, os serviços de representação comercial etc.
  • Degradação do mercado pela perda do status de determinada profissão ou pela deteriorização progressiva de uma carreira.
  • Barreiras etárias à entrada no mercado em função da dificuldade que trabalhadores acima de 45 anos encontram para conseguirem uma colocação profissional.
  • Irrelevância do mercado, já que muitas pessoas estão encontrando outras formas de sobreviverem, livres e distantes do mercado formal de trabalho.

Sonhar em arranjar um emprego que se adapte às suas preferências e qualificações está se tornando um conto de fadas. Não é mais o mercado que vai se adaptar ao perfil das pessoas. Elas precisam estar em constante mudança para adaptarem-se ao perfil do mercado. O trabalhador precisa acompanhar as tendências e conjunturas e estar preparado para ir se adaptando a elas o tempo todo. Neofilia, o gosto pelo novo, pela mudança, é a palavra de ordem na selecção profissional.

Competências, Habilidades e Atitudes do Profissional do Século XXI

  • Capacidade de trabalhar em equipe
  • Domínio de idiomas
  • Domínio de informática
  • Autodidatismo
  • Reciclagens periódicas
  • Actualização permanente
  • Neofilia (a procura de novidades e alternativas)
  • Cidadania e responsabilidade social
  • Habilidade em tomada de decisão
  • Capacidade de aprender a aprender
  • Capacidade de associação de idéias
  • Liderança
  • Visão de Conjunto

Profissionais Multímodas
Além da competência e habilidades necessárias ao profissional do futuro, há um item de fundamental importância: o nível de abrangência das capacidades desse profissional. Os termos para designá-lo são muitos: profissional híbrido, multifuncional, polivalente, multímoda, interdisciplinar, entre outros. O que importa é que ele tenha a capacidade de expressar e aplicar o seu conhecimento, competências e habilidades de muitas maneiras. Podemos apresentar como por exemplo de profissional multímoda, um nutricionista que está apto a dar consultoria pela Internet, realizar palestras sobre o tema que domina, fazer auditoria nas empresas em que actua e seleccionar profissionais do ramo para actuar nos locais em que dá consultoria. 

Adaptado de @aprender.

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Thursday, March 2, 2006

Futuro Anunciado

Dicas para vencer no século XXI

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O século XXI está a revelar-se como todos já prevíramos: complexo, imprevisível e ambíguo. Mais do que em qualquer outra época anterior.

Todos necessitamos de estar preparados para desafios pessoais, sociais e profissionais para enfrentar as grandes mudanças que estamos a assistir. No futuro próximo ou no longínquo não haverá lugar para hesitações. O risco é uma realidade cada vez mais omnipresente. A única defesa é estarmos preparados. E isto implica inteligência, flexibilidade, formação constante.

Neste breve “dicionário do futuro” - que habitualmente ofereço aos jovens que no Instituto da Inteligência procuram orientação académica e vocacional - estão algumas dos principais pontos fortes que devemos adquirir e desenvolver e os pontos de referência social, económica e cultural pelos quais nos devemos orientar.

 

Auto-confiança

Acreditar em si mesmo, construir uma auto-estima saudável, não ter medo de aniscar (ter coragem), ser inovador e original e gostar daquilo que faz são geradores da auto-confiança. Os ingredientes secretos da auto-confiança são a energia mental, a motivação e a força de vontade.

Capacidade de concretização

Envolve persistência, sonhos, visões, saber planear e controlar as situações. Diz respeito à aptidão para passar à prática ideias e projectos com êxito e saber errar e perder, aprendendo com a experiência (ver Inteligência de sucesso).

Capacidade de comunicação

E uma das grandes qualidades dos líderes e das pessoas carismáticas: saber ouvir e saber dizer. Envolve a capacidade de inspirar paixão, sentimentos, emoção e entusiasmo. Inclui também o sentido de humor oportuno pois, sempre que utilizado com precaução, melhora a comunicação.

Carisma

O carisma é uma palavra que descreve as qualidades, o comportamento e as atitudes de alguém e está relacionado com uma série de atributos onde a capacidade de liderança ocupa um lugar de destaque.

Tony Buzan, autor de diversas obras sobre inteligência, refere que a principal caracteristica do carisma é a energia que permite à pessoa ter uma visão, uma missão, quaisquer espécies de objectivos ou finalidades e saber transmiti-las aos outros de tal modo que eles aderem com entusiasmo ao que lhes for proposto.

Na mesma linha de raciocínio, outro autor, Peter Sharpe, diz que o carisma é a capacidade de fazer as pessoas ouvir o que dizemos de tal forma que elas “animamse com o que estamos a dizer, ouvem o que estamos a dizer e, o que é mais importante, actuam de acordo com o que estamos a dizer da forma que queríamos que actuassem“.

Pessoas carismáticas? Pois apontam-se geralmente nomes como Nelson Mandela, Martin Luther King, John Kennedy, Gandhy e muitos outros.

As personalidades carismáticas são, em regra, pessoas activas, peremptórias, enérgicas e apaixonadas por aquilo que fazem. Possuem uma série de características tais como: presença; confiança, energia e entusiasmo; autodeterminação; convicções fortes; tendência para dominar;  unem forte necessidade de influenciar os outros; capacidade para sentir, intuitivamente, o que os outros sentem; uma natureza extrovertida; perspicácia.

Por vezes, possuem também, características fisicas atraentes, uma voz dominante e inesquecível, olhar hipnótico ou que prende e unia aura muito pessoal.

A educação de um jovem pode instilar nela qualidades que mais tarde poderão ajudá-lo a ser uma pessoa carismática ou, pelo menos, uma pessoa capaz de agradar, entusiasmar e atrair a simpatia e o interesse dos outros por ele e pelo seu trabalho (ver Capacidade de comunicação e Auto-confiança).

Charme

O charme é feito de mistério e enigmas. As pessoas carismáticas são reservadas quanto baste para conservarem algum mistério à sua volta. Na verdade, para além de enérgicas, intrigantes e excitantes, as pessoas com carisma são geralmente enigmáticas e misteriosas pois o seu estatuto, o poder e a posição que ocupam - e até a sua cultura, a sua sabedoria e talento - estão além da vulgaridade (ver CarismaVisibilidade).

Criatividade

No futuro só as pessoas criativas terão sucesso. A competitividade das empresas obriga-as cada vez mais a terem pessoas criativas capazes de inovarem. Ser criativo é estar aberto à curiosidade, ao que é diferente e original. Ser criativo é procurar soluções novas para os velhos problemas, é ter o espírito de explorador que a cada passo descobre novos caminhos. A criatividade aprende-se, treina-se e alimenta-se de curiosidade. Só as mentes abertas podem ser muito criativas. (Ver Trabalhador do século XXI).

Empresas e empregos

Grandes empresas, cujos tentáculos se estenderão por todo o mundo, marcam já a economia actual mas, no futuro, poderão tomar-se ainda mais poderosas. Em contrapartida, microempresas e profissões liberais, assumirão um papel cada vez preponderante, sendo de destacar uma cada vez maior especialização.

A forma como as empresas estarão organizadas tenderá a ser diferente da de hoje. Mais flexíveis, mais rápidas a decidir e a inovar, as empresas requerirão técnicos altamente especializados e dispostos a mudar de local de trabalho. Os empregos estáveis e no mesmo posto deixarão de existir a breve prazo. Entraremos na era do “capitalismo flexível” (nos últimos anos, em Portugal, mais de 1 milhão de tralha- dores mudaram de actividade profissional!).

Segundo alguns estudos, prevê-se que a meio da vida as pessoas exercerão uma profissão totalmente diferente devido a um fenómeno conhecido como “degradação de conhecimentos “. E altamente provável que as pessoas mudem de emprego cerca de 10 vezes ao longo da sua carreira. Ou seja, cada vez mais os jovens entrarão na universidade para não mais sair dela. Terão de manter-se constantemente em cursos de aprefeiçoamemto, de especialização e de aprofundamento para poderem manter-se actualizados e … empregados.

No que se refere às saídas profissionais devemos estar alertados para o facto de diversos estudos apontarem para o desaparecimento de muitas actividades. Cerca de 80% das profissões hoje reconhecidas já não terão razão de existir dentro de 20 anos. Novas profissões, entretanto, farão a sua aparição, o que forçará as universidades a criarem novos cursos, talvez ainda dificeis de especificar. O aumento de cursos de pós-graduação e de especialização é inevitável. As pessoas com menos de 50 anos de idade terão de habituar-se à ideia de que voltarão mais cedo ou mais tarde à escola, mesmo que seja através da intemet ou de outros meios (ver Sociedade do Futuro e Ensino).

Ensino

O ensino actual sofrerá então profundas modificações. A escola oriunda da era industrial será ultrapassada por novos modelos alternativos, mais eficazes e criativos.

Segundo o jornalista e futurólogo Alvin Toffier, essa transformação passará por três objectivos: transformar a estrutura organizacional do ensino, revolucionar o seu curriculum e encorajar uma orientação mais voltada para o futuro. A escola estará mais perto da comunidade e cada vez mais aulas serão realizadas fora de portas (em empresas, museus, etc).

Os professores serão também obrigados a transformar-se, mudando de atitude relativamente ao exercício de ensinar. Os professores têm de aprender a ver cada aluno como um todo singular onde se escondem, por vezes, potencialidades incríveis. Têm de ser criativos e inovadores para serem capazes de libertar também o espírito criativo dos alunos. Os professores devem assumir-se como autênticos agitadores das mentalidades, lutando contra o conservadorismo, o conformismo, o cinzentismo e o comodismo que a educação familiar tantas vezes provoca nos mais novos. A escola do futuro será unia escola onde se aprenderá a pensar, a filosofar e a criar (ver Pensar).

Estilo

Descreve a forma como as pessoas fazem as coisas. E uma questão de excelência e superioridade de realização. As bases do estilo são a curiosidade e a criatividade.

Espírito de curiosidade

Maximizar a eficácia e optimizar os talentos e aptidões deverá ser uma preocupação das jovens. O mundo que os espera é exigente e muito competitivo. Só os melhores poderão aspirar a um lugar de destaque. Os menos bons ficarão pelo caminho ou, na melhor das hipóteses, terão de pensar numa actividade profissional alternativa e eventualmente menos interessante para as suas ambições.

O conhecimento - o saber - é o mais importante instrumento de acção. E pela aprendizagem que os jovens poderão alargar os horizontes e ambicionar uma carreira promissora numa actividade socialmente reconhecida.

O psicólogo Robert K. Cooper defende que as pessoas podem maximizar as suas aptidões mentais (inteligência, criatividade, cálculo, etc), através de um esforço constante de flexibilização psicológica e de aquisição de novas informações e aptidões.

Um dos factores mais importantes do sentido crítico é a curiosidade intelectual, a qual envolve um estilo próprio de abordar os problemas da vida quotidiana. “O pensador crítico questiona e analisa as coisas não porque alguém exige que ele o faça, mas porque, no fundo, ele tem um desejo de compreender, um interesse em descobrir, por si mesmo, as respostas a interrogações nascidas do contacto com as pessoas e as coisas” - acentua o professor David Carraher (ver Sentido crítico). Esse esforço passa por uma série de estratégias, a saber:

  • manter uma atitude criativa face às aprendizagens, à escola e, mais tarde, face ao trabalho;
  • manter-se curioso, atento ao mundo e à sua evolução;
  • não agarrar-se a certezas aboslutas; admitir o erro como forma de progresso e avanço;
  • ser guiado por metas e não ser governado por elas;
  • ampliar os seus conhecimentos;
  • exercitar a imaginação até aos limites do absurdo para divertir o espírito e flexibilizar a mente criadora;
  • alterar rotinas e hábitos que não se justifiquem; exercitar a concentração;
  • praticar regularmente desporto;
  • aprender a relaxar e a meditar;
  • alimentar-se inteligentemente com equilíbrio.

Inteligência de sucesso

Forma de inteligência que se traduz pela capacidade de analisar, de criar e de executar. Mas ser inteligente é também saber-se adaptar-se às situações e procurar as melhores soluções para os desafios. Por isso também hoje se admite que a inteligência pode ser social, emocional, linguística, visuo-espacial, naturalista, corporal-cinestésica, musical e lógico-matemática.

A inteligência pode ser treinada e desenvolvida. Existem exercícios chamados de “neurofitness” que ajudam a ampliá-la (clik: www.neurofitness.blogspot.com)

Metacompetências

Conjunto de aptidões onde se destacam a habilidade de pensar, a criatividade, o sentido crítico, a inteligência de sucesso e outras faculdades.

Pensar

O mundo está a exigir cada vez mais pessoas que saibam pensar, refiectir e raciocinar em profundidade. Só a pessoa que sabe verdadeiramente dominar a arte de pensar pode sentir-se livre.

E através do pensamento que nós organizamos a realidade que nos cerca e somos também capazes de criar realidades alternativas. O pensamento é assim uma espécie de linguagem da mente. E através dele que solucionamos problemas, desde os mais simples aos mais complexos.

Usa-se o pensamento para imaginar, prever, julgar, propor, avaliar, calcular, classificar, conhecer, examinar, meditar, planear, rever, sugerir, etc.

O pensamento enriquece-se através da aprendizagem e da experiência. Ler, escrever e conversar são formas de exercitar o pensamento. As pessoas que desenvolvem a arte de pensar podem aspirar a melhores empregos e beneficios pois estarão mais aptas a resolver problemas.

Sentido crítico

Um das áreas que devem ser estimuladas nos jovens é o sentido crítico - uma aptidão relacionada com o que o filósofo grego Aristóteles chamava de “juizo” e que ele dizia ser “uma das faculdades da alma, obra do pensamento e da sensação”.

Entende-se que um indivíduo dotado de sentido crítico “é aquele que possui a capacidade de analisar e discutir problemas inteligente e racionalmente, sem aceitar, de forma automática, as suas próprias opiniões ou opiniões alheias” - escreve o profbssor de psicologia David Carraher.

O sentido crítico pode também ser definido como “um processo de formação de uma opinião ou conclusão baseada em informação acerca de uma situação e, idealmente, chegar a uma conclusão que pondera e reconhece os elementos importantes do tema” - dizem os psiquiatras Paula Trzepacz e Robert Baker.

O sentido crítico resulta de uma conjugação de factores relacionados não só com a inteligência mas também com a personalidade, o humor, capacidades cognitivas diversas e circunstências da vida, podendo ser afectado por factores culturais e sociais. Mas a sua relação com a inteligência é muito grande. De tal forma que as pessoas com atrasos mentais, não sendo geralmente capazes de pensamentos abstractos, apresentam uma capacidade muito limitada de formular juizos. As características da pessoa com sentido crítico são as seguintes:

  • alta habilidade para pensar criticamente e lógicamente;
  • uma atitude de constante curiosidade intelectual;
  • critica de si mesmo e dos outros;
  • gosta de investigar e fazer muitas perguntas;
  • entende com facilidade princípios gerais;
  • não é propensa a aceitar afirmações, respostas e avaliações superficiais;
  • revela habilidade na compreensão da estrutura de argumentos em linguagem natural;
  • é capaz de fazer a distinção entre questões de facto, de valor e questões conceituais;
  • mostra habilidade para penetrar até ao cerne de uma discussão ou debate;
  • tem geralmente um sentido de humor desenvolvido (ver Pensar).

Sentido de visão

“Ver” aquilo que quer atingir, ter um grande objectivo na vida e saber orientar-se pelas suas próprias convicções representam a visão. Exige perspicácia imaginativa e capacidade de criação e realização. Implica um bom auto-conhecimento, a identificação dos seus valores e crenças pessoais e ter um sentido de missão em tudo o que fizer. São as pessoas de visão que criam as inovações e provocam as mudanças na sociedade, nos negócios, na ciência, na tecnologia.

Sociedade do Futuro

Ninguém mais duvida que a sociedade do futuro será cada vez mais complexa e ambígua. A sociedade está a mudar muito rapidamente. As grandes tendências de fundo, que estão a mudar o mundo podem ser assim divididas:

> Tendências económicas e geopolíticas

- Interconectividade mundial (o mundo já é uma aldeia global, intensificam-se as relações;);

- Interconexão cultural (a nível cultural há cada vez maior proximidade entre culturas diferentes)

- Megametrópoles (Singapura, Hong Kong.. . as cidades continuam a crescer);

- Liberalismo económico (o capitalismo tende para o liberalismo e urna maior concorrência);

- Grande poder dos governos (fce aos perigos do terrorismo, os governos ganham mais força);

- Balcanização dos Estados (muitos territórios aspiram à independência);

- Megaempresas (empresas multinacionais mais poderosas que muitos governos nacionais);

- Babelização (a proliferação de linguas nacionais e de dialectos locais);

> Tendências tecnológicas

- Obsolescência instantânea (os produtos “envelhecem” cada vez mais rapidamente);

- Interconectividade constante (a tecnologia desenvolve-se através de parcerias);

- Nanotecnologia, nutrição, farmacologia (esperam-se grandes evoluções nestas áreas);

- Micronização (a tecnologia tende para a miniaturização dos aparelhos e das máquinas);

> Sociedade

- Politeísmo (tendência para a crença em novas religiões e novos líderes espirituais);

- Novas tribos universais (grupos organizados a nível mundial em defesa de interesses tais como a organização não governamental de defesa ecológica “Green Peace”);

- Cepticismo (a população mundial, perante os múltiplos perigos que a rodeiam ao nível da segurança e do rumo da economia - desemprego, precaridade do trabalho,etc - tende a manter-se céptica perante os governos e as empresas;

- Paradoxos consumistas (o consumidor revela-se cada vez ambíguo nas suas preferências e escolhas);

- Superpopulação (somos mais de 6 biliões, seremos 10 biliões antes de 2050);

- Contacto permanente (a internet e o telemóvel permitem que a todo o instante as pessoas estejam relacionadas entre si).

> Consumidor

- Prematuridade (cada vez mais cedo as pessoas se assumem como consumidoras e clientes de muitos produtos e serviços);

- Insatisfàção permanente (a grande diversidade de produtos e serviços ao dispor das pessoas geram insatisfação a todo o instante e a vontade de adquirir novas coisas);

- Alheamento perante as empresas (as empresas já não são o prolongamento da família mas simples locais de trabalho);

- Procura da autenticidade (as pessoas procuram serviços e produtos que lhes consolidem um certo estilo de vida, uma personalidade única);

- Sempre on-line (sempre em contacto com a família, os amigos e o trabalho através da intemet e dos telemóveis);

- Compre agora, pague nunca (as comprar a crédito, os sistemas de aluguer e de troca, fazem com que um número crescente de produtos nunca cheguem a ser propriedade do cliente);

- Upscale do consumo (o consumo cresce a todos os níveis);

- Obesidade (ricos ou pobres todos parecem engordar com as novas comidas industriais);

> Emprego/Local de trabalho

- Multirracial (as emigrações conduzem a empresas onde trabalhadores de diferentes nacionalidades e raças se misturam e trabalham em conjunto);

- Multiplicidade de profissões (cresce a variedade de especialidades e profissões);

- Desmotivação para o trabalho (o trabalho, reduzido à obtenção de um salário, tende a desinteressar e a desmotivar);

- CEO Superstars (os presidentes das grandes empresas tomam-se muito conhecidos e actuam como verdadeiras “estrelas” nos media;

- Gestão mercenária (os melhores gestores são como os treinadores de futebol saltando de uma empresa para outra em função do seu potencial e ganhando somas milionárias);

- Trabalho 24 horas! 7 dias por semanal 365 dias (cada vez mais aumenta o número de empresas e serviços que trabalham ininterruptamente; muitos gestores estão quase sempre on une com a empresa e os seus negócios);

- Obsolescência rápida de conhecimentos (os conhecimentos académicos estão a perder rapidamente actualidade devido ao avanço da ciência e das descobertas);

- Necessidade de reaprendizagem constante (já não chega concluir um curso; temos de nos manter em permanente formação para estarmos actualizados);

- Teletrabalho (trabalho através da intranet e da intemet).

Talento

Habilidade inata para determinadas formas de arte como pintar, desenhar, compor música, representar, discursar, etc. O talento pode ser desenvolvido através da aprendizagem de técnicas e o desenvolvimento de habilidades que ajudarão a alcançar níveis de excelência. Geralmente é necessária a inscrição em escolas especializadas (escolas de música, de teatro, de pintura, de desporto, etc) para o desenvolvimento de certos talentos.

Trabalhador do século XXI

Vivemos num mundo diferente do da Era Fabril. Agora a sociedade do conhecimento e da informação exige trabalhadores mais competitivos e adaptáveis. O consultor de recursos humanos Eugénio Mussak garante que são 8 as aptidões que os trabalhadores e gestores do novo século devem ter:

- flexibilidade para se adaptar às mudanças e alterações que o mundo do trabalho exige;

- criatividade para poderem ser inventivos e inovadores;

- informação permanente para se manterem actualizados;

- habilidades de comunicação; grande sentido de responsabilidade;

- espírito empreendedor, com grande capacidade de iniciativa;

- habilidade para serem sociáveis e saberem adaptar-se a diferentes tipos de pessoas e culturas;

- habilidade para trabalharem com as novas tecnologias de informação.

 

Texto de Nelson S. Lima.

 

A organização do futuro

 

O processo de mudança por que está a passar a economia mundial nos últimos 20 anos contribuiu para criar um novo ambiente de negócios. A derrubada das fronteiras nacionais, as mudanças macro e microeconômicas e o desenvolvimento vertiginoso da tecnologia da informação e das telecomunicações levaram à formação da “aldeia global” de McLuhan num espaço de tempo muito mais curto do que se previa.

O acesso de parcelas crescentes da população dos países industrializados, e de alguns países emergentes, a novos produtos e serviços tem contribuído para que se alcance padrões superiores de bem estar, mas não permite reduzir as disparidades sociais de muitos países. Perduram as iniqüidades e acentua-se o fosso entre esses países e o restante da população mundial.

O competitivo ambiente de negócios exige, das sociedades e das empresas, um esforço permanente de adaptação de seu planeamento estratégico ao quadro volátil que caracteriza o processo de globalização em nossos dias. Trata-se de uma situação especial, uma vez que simultaneamente existem muitas oportunidades, ao mesmo tempo em que as ameaças crescem com a expansão do alcance dos mercados. Pode-se afirmar que, entre sociedades ou empresas, na metade da próxima década, só haverá dois grupos: o dos sobreviventes e o dos que terão desaparecido.

Macrotendências

Cinco macrotendências estarão influenciando o ambiente econômico nos próximos anos, moldando o cenário dos negócios e criando impacto sobre as organizações. Essas tendências deverão provocar uma reviravolta em vários mercados, criando oportunidades para aqueles que forem capazes de um posicionamento estratégico adequado e penalizando as organizações que não tenham atentado para o que significam. Essas tendências são as seguintes:
a) demografia;
b) ciência e tecnologia;
c) recursos naturais e meio ambiente;
d) globalização e interrelações na economia global; e,
e) questões de gestão corporativa, tanto no plano nacional como no internacional.

A demografia e seus caprichos

Quando se aborda a questão demográfica, constata-se que ocorreu uma reversão nas tendências de crescimento populacional. Paul  Ehrlich, em seu livro “A Bomba Populacional” (1965), previa um quadro catastrófico segundo o qual a população mundial dobraria a cada 30 anos. Na realidade, verificou-se uma redução nas taxas de natalidade e uma elevação da expectativa de vida, tanto nos países desenvolvidos, como nos emergentes.

O perfil etário do mercado consumidor sofreu uma alteração: menor número de crianças e adolescentes, maior número de pessoas mais idosas, abrindo espaço para produtos e serviços destinados à terceira idade e reduzindo o segmento mais jovem de consumo. Nota-se ainda uma expansão na actuação de fundos de pensão e instituições de previdência privada, uma vez que os sistemas previdenciários públicos • que não previam essa modificação no perfil etário • se acham em grande dificuldade para cumprir sua finalidade.

Também o mercado de trabalho sofre um grande efeito dessa tendência. Surgirão novas oportunidades para que as organizações aproveitem a experiência de executivos e técnicos aposentados, que poderão dedicar-se a atividades de consultoria ou de participação em órgãos consultivos por um período de tempo maior.

A nova fronteira científico-tecnológica

Outro ponto importante para o futuro das organizações diz respeito ao avanço que se verifica no campo de ciência e tecnologia. No período que Drucker denominou de “era do conhecimento”, tem ocorrido uma expansão das actividades de pesquisa. Isto ocorre tanto nos organismos estatais de pesquisa e nas universidades, como nas empresas privadas.

Os avanços da microelectrônica, das telecomunicações, da nanotecnologia e da biotecnologia, a introdução de novos materiais, os progressos da medicina e da produção de fármacos têm contribuído para o surgimento de novos produtos e serviços que ampliam a qualidade de vida.

A questão da propriedade intelectual ganha uma relevância especial. É a maneira de proteger esses investimentos vultosos e garantir que os recursos gastos proporcionem o retorno necessário para o desenvolvimento de novas atividades. A inclusão das questões de patentes na agenda da OMC e na discussão dos acordos para estabelecimento de novas áreas de livre comércio entre países deverá moldar o futuro nos próximos anos.  

A proteção do meio ambiente

As alterações no perfil demográfico e o alargamento da vida das pessoas, conjugadas às modificações no papel do Estado que serão abordadas mais adiante, contribuem para que se adopte uma nova visão em relação à preservação dos recursos naturais e proteção ambiental. Essa tarefa não deve ser desempenhada unicamente pelo Estado, mas deve ocupar todos os segmentos da sociedade. Cada qual pode fazer sua parte para que o planeta possa registrar níveis mais reduzidos de poluição e que a água e a atmosfera fiquem mais limpas.

Em consequência, além do surgimento de uma legislação de proteção mais rígida, as empresas passam a ser avaliadas com base na sua contribuição para a criação de melhores condições ambientais. As organizações que não tiverem essa preocupação se verão alijadas do processo concorrencial. Em alguns países, inclusive, essas restrições se tornaram parte dos negócios.

Os efeitos da globalização

A forte tendência verificada nos últimos 15 anos, no sentido da liberalização do comércio e da derrubada das fronteiras físicas e legais ao trânsito de mercadorias, serviços e pessoas também é um ponto relevante, devendo acentuar-se nos próximos anos.

No plano das empresas, essa liberalização dos fluxos de comércio acirra a competição. A abertura dos mercados e a abolição de restrições ao comércio de mercadorias e serviços fizeram com que se verificasse um desequilíbrio entre oferta e procura. Há uma capacidade produtiva global que, em muitos casos, supera a demanda agregada. O consumidor dispõe de um excepcional poder de barganha no mercado e o esforço das empresas para atrair o interesse dos consumidores deverá ser cada vez maior.

No campo da actuação do Estado, o processo de globalização implica também num grande número de desafios. Será necessário um esforço para agilizar o processo de comércio, fornecendo às empresas nacionais a ajuda necessária para que se tornem mais competitivas. Isto implica, no cenário interno dos países, em investimentos na infra-estrutura econômica, reforma judiciária e modificações na ordem tributária.

Outro aspecto fundamental para garantir uma maior competitividade às empresas está na orientação da política externa. É preciso desenvolver uma acção consistente em dois sentidos: o alargamento dos mercados e a remoção de obstáculos protecionistas por parte dos países com quem se mantêm relações comerciais.

As questões de gestão

Outra tendência importante que deverá ter um grande impacto sobre as empresas e os países nos próximos anos é a questão de gestão.

O crescimento e a interligação dos mercados de capitais acentua a necessidade de implementação de regras estritas de gestão corporativa. Os episódios desagradáveis ocorridos com a Enron, WorldCom e, em menor escala com outras empresas de grande porte nos Estados Unidos, assim como a falência da Parmalat, com seus impactos em escala mundial sobre a vida de milhares de stakeholders, impõem a urgente necessidade de princípios de ética e transparência nos negócios. Assim, regras de boa gestão corporativa deverão ganhar cada vez maior importância, como meio de proteger os interesses de todas as partes envolvidas nos negócios.

Por outro lado, as macro-questões de gestão também vêm ganhando destaque. Tanto no plano interno de cada país, como nas relações políticas e econômicas globais, é essencial garantir transparência entre países ou mesmo entre segmentos distintos de uma mesma sociedade nacional. Só assim será possível contribuir para que os benefícios advindos do desenvolvimento possam ser acessíveis para todos.

As questões de gestão, nos planos nacional e internacional, são uma condição exógena às organizações. No nível corporativo, a qualidade de gestão, a ética e a transparência dependem apenas da própria empresa.

No plano global, parece urgente uma revisão dos organismos multilaterais, como a ONU, o FMI e a OMC. Será necessário aparelhar esses organismos de modo que possam enfrentar as questões colocadas pela crescente inter-relação dos mercados. Por outro lado, deverá caber a esses organismos o acompanhamento das questões decorrentes da não adopção dos princípios básicos de gestão corporativa pelas empresas, como meio de prevenir os impactos já verificados no passado e criar as condições adequadas para a redução de riscos sobre o ambiente dos negócios.

Texto de Tharcisio Bierrenbach de Souza Santos (Brasil)

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Wednesday, March 1, 2006

O mundo do trabalho exige!

Seja criativo para vencer na vida!

O que até há pouco tempo poderia parecer coisa de filme de ficção aconteceu. Estamos no século 21. Temos de estar preparados para enfrentar todas as mudanças que estão ocorrendo em alta velocidade. Os negócios estão globalizados, a concorrência cada vez mais agressiva. O conceito de emprego mudou: ou você agrega valor para seu empregador ou você é dispensável.

A cada dia surge uma nova tecnologia, uma nova maneira de fazer as coisas. Se você não estiver atualizado, já ficou para trás. Estamos vivendo num tempo de transformação, da Era Industrial para a Era da Informação, do Conhecimento, da Criatividade. Podemos resumir tudo isto numa única palavra: inovação.

  • Você já se consciencializou disso?
  • Você aceita a inovação ou você ataca tudo o que é desconhecido?
  • Você está preparado?
  • Quantos idiomas você domina?
  • O computador já é seu aliado ou inimigo?
  • O que você entende de Internet?
  • Sabe apenas navegar ou enxerga as oportunidades de negócios neste novo canal?
  • Você sente-se preparado para o futuro?
  • Ou você já percebeu que o futuro é agora?
  • Você pensa em novas maneiras de fazer mais com menos?
  • Você está preparado para atender a esta demanda?
  • Você está preparado para inovar? Ou para se evaporar?

Para enfrentar problemas e aproveitar oportunidades, inove eficientemente. Invista na sua qualificação profissional, que é o seu património. A empresa deve investir em seu negócio, em sua equipe, em seus funcionários. Isto é inovação. A transformação do pensamento criativo em vantagens, benefícios concretos que dêem vitalidade, rejuvenescimento, competitividade.

Mas vamos deixar bem claro que criatividade não se confunde com inovação. As boas idéias sozinhas não servem para nada. São apenas idéias. A ação deve sempre estar a lado do pensamento criativo. A inovação sempre começa com uma idéia. Cada idéia é originada e desenvolvida por uma pessoa.

Porém, para arranjar ou manter o seu emprego, para crescer em sua carreira, assuma uma postura pró-activa. Use sua criatividade para valorizar-se profissionalmente.

As empresas, por um lado, possuem suas competências técnicas. Em um outro lado estão as competências comerciais, mercadológicas.

Estas competências, sozinhas, não irão provocar nenhuma inovação. Só serão úteis se houver a ligação entre as competências técnicas e as comerciais. Esta ligação é o ser humano. Somente o ser humano pode fazer esta ligação. As pessoas afectam dramaticamente o sucesso das inovações em uma empresa.

Para inovar, observe dois pontos:
Criatividade: Este é um processo intelectual. Desenvolva o seu potencial criativo. Procure fazer mais com menos. Pense novas maneiras para executar antigas tarefas. Questione. Consciencialize-se de que o facto de uma coisa estar sendo feita da mesma maneira há muito tempo não garante que esta seja a melhor maneira.

Avaliação: Avalie as idéias com a mente aberta, Caso contrário, novas idéias serão destruídas por não representar velhos valores.

Não se esqueça que antecipar o futuro é melhor do que ter que sair correndo atrás de problemas.

Fonte: texto (com adaptações) de Antonio Carlos Teixeira da Silva, colunista do Empregos.com.br, conferencista e consultor sobre Criatividade e Inovação

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