Sunday, February 19, 2006

Que emprego?

A grande maioria das mães de adolescentes e pré-adolescentes preocupam-se, com razão, com as perspectivas de emprego dos seus filhos e filhas.
As notícias sobre o fim do emprego, terceirização, globalização, níveis de desemprego são alarmantes para quem pretende iniciar uma carreira daqui há alguns poucos anos.

Quais são os factos concretos?

1. O desemprego alastra pelos países ocidentais: a globalização, as novas tecnologias e outros factores estão a mudar o mundo.

2. A globalização está dizimando não somente empresas, mas sectores inteiros.

3. O crescimento das importações não gera apenas um problemático déficit comercial, mas cria empregos no exterior em detrimento do emprego interno.

Existem algumas considerações que amenizam este quadro, sem querer dar uma impressão de um mar de rosas. Dificuldades os jovens terão, mas os argumentos abaixo serão úteis quando o pânico do desemprego surgir novamente.

1. Haverá sempre lugar para empresas inovadoras, modernas e competitivas. São nelas que os jovens devem pensar para procurar emprego.

2. O grande gerador de emprego, no mundo inteiro não é a grande empresa, e sim a pequena e média. Quem emprega 97,3% da força de trabalho hoje em dia é a pequena e média empresa, bastante esquecidas, por vezes, pelos governos.

4. Se seu filho e sua filha souberem adquirir competência e conhecimentos práticos que sejam procurados pelos novos mercados de trabalho, não terão dificuldades. O mercado de trabalho português está estagnado mas tem ainda algum potencial. Precisamos de jovens bem formados, criativos, competentes, empreendedores.

Quem não estiver minimamente preocupado com seu futuro profissional, ou frequentando uma escola mais preocupada em ensinar o que era importante no passado do que o que será importante no futuro, vai ficar sem o que fazer.

Não querendo deixar a impressão de que tudo será fácil, nem de que estamos no caminho certo, quem decifrar o seguinte enigma não terá de se preocupar: no futuro faltarão empregos, mas não faltará trabalho.

Texto baseado na revista Veja (Brasil, edição 1539).

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Thursday, February 16, 2006

Preparar o futuro

 

Como podemos preparar o nosso futuro?

Leila Navarro, colunista de Empregos.com.br, e autora, entre outras obras, do livro SuperVocê-Descubra Seu Poder de Superacção, sugere os seguintes passos:

  • Estar atento ao mundo da Internet. A Internet é uma verdadeira ferramenta para o crescimento pessoal, profissional, social, para gerar negócios, criar relações, enfim, para sobreviver. Ainda existem pessoas acreditando que podem ”sobreviver” sem precisar de recorrer às novas tecnologias de informação..
  • Ser proactivo (a). O mercado não dá mais tempo para quem espera. As pessoas precisam sair em busca do que desejam, independentemente da sua formação, do seu ramo de actividade profissional, ou posição social. Sempre digo que se a situação de qualquer negócio está ruim é porque algo não está sendo feito correctamente, e que se a situação é boa, pode ficar ruim se você deixar de procurar novas alternativas.
  • Fazer parte de clubes, associações, etc. As pessoas querem e precisam pertencer a algum grupo de afinidade, seja profissional, cultural ou social. O associativismo é uma realidade e nem sempre tem finalidades financeiras, mas amplia a rede de contactos. Ninguém faz nada sozinho. Quem estiver preocupado apenas com o individual está perdido.
  • Ganha-Ganha. Só fica no mercado de trabalho hoje quem tem clara a premissa do ganha-ganha. Quem ainda actua para ganhar sozinho e explora pessoas e circunstâncias em benefício próprio não vai longe. Precisamos conhecer o outro e respeitá-lo para que possamos gerar trabalho.
  • Empreendedorismo. Temos que empresariar nosso próprio talento. Quem espera do outro, da empresa, do sócio ou da família para acalentar seus objectivos e obter êxito já está fora do mercado. O empresário do próprio talento tem uma visão macro, ele sabe o que quer, pesquisa, traça um plano de negócios. .

Se você ficar atento a essas atitudes básicas, com certeza estará preparado (a) para qualquer profissão do futuro. Pois, daqui a 5 ou 10 anos, não teremos necessariamente profissões específicas, mas sim profissionais tão capacitados e bem-sucedidos que dificilmente não terão empresas interessadas em suas habilidades. Recicle-se sempre, e mantenha sua mente aberta para a aprendizagem de novas habilidades para potencializar as que você já tem.

 

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