Que emprego?
A grande maioria das mães de adolescentes e pré-adolescentes preocupam-se, com razão, com as perspectivas de emprego dos seus filhos e filhas.
As notícias sobre o fim do emprego, terceirização, globalização, níveis de desemprego são alarmantes para quem pretende iniciar uma carreira daqui há alguns poucos anos.
Quais são os factos concretos?
1. O desemprego alastra pelos países ocidentais: a globalização, as novas tecnologias e outros factores estão a mudar o mundo.
2. A globalização está dizimando não somente empresas, mas sectores inteiros.
3. O crescimento das importações não gera apenas um problemático déficit comercial, mas cria empregos no exterior em detrimento do emprego interno.
Existem algumas considerações que amenizam este quadro, sem querer dar uma impressão de um mar de rosas. Dificuldades os jovens terão, mas os argumentos abaixo serão úteis quando o pânico do desemprego surgir novamente.
1. Haverá sempre lugar para empresas inovadoras, modernas e competitivas. São nelas que os jovens devem pensar para procurar emprego.
2. O grande gerador de emprego, no mundo inteiro não é a grande empresa, e sim a pequena e média. Quem emprega 97,3% da força de trabalho hoje em dia é a pequena e média empresa, bastante esquecidas, por vezes, pelos governos.
4. Se seu filho e sua filha souberem adquirir competência e conhecimentos práticos que sejam procurados pelos novos mercados de trabalho, não terão dificuldades. O mercado de trabalho português está estagnado mas tem ainda algum potencial. Precisamos de jovens bem formados, criativos, competentes, empreendedores.
Quem não estiver minimamente preocupado com seu futuro profissional, ou frequentando uma escola mais preocupada em ensinar o que era importante no passado do que o que será importante no futuro, vai ficar sem o que fazer.
Não querendo deixar a impressão de que tudo será fácil, nem de que estamos no caminho certo, quem decifrar o seguinte enigma não terá de se preocupar: no futuro faltarão empregos, mas não faltará trabalho.
Texto baseado na revista Veja (Brasil, edição 1539).
